Viagem com a família

Postado por Anônimo | | Posted On sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 at 17:37

carro-super-lotado

  Uma das coisas que mais gosto de fazer é viajar com a família, não importa para onde vamos, é sempre sinônimo de diversão, principalmente quando vão apenas os homens para a praia ou pra casa do meu vô que fica em alguma cidade no meio do mato. Esses dias fomos para a praia, eu, meu primo e meu pai, foi uma coisa rápida, do nada meu pai chegou no meu quarto e disse: “arruma suas coisas que estamos indo pra praia”, tão repentino quanto uma batida de carro, ou a morte de um parente, ou uma ânsia de vômito após ingerir litros e mais litros de uma bebida que até então seu corpo desconhecia e liberar tudo aquilo na grama próxima à mesa de jantar onde parentes e desconhecidos desfrutavam uma bela refeição que foi arruinada pela sua maldita incapacidade de parar quando percebe que nem um gole mais está descendo e sabe que para pessoas normais isso significa um acidente em breve mas você continua insistindo para você mesmo que é uma coisa passageira e logo vai passar, afinal, você não vomita a anos por causa de bebida e não será alguns goles hoje que fará isso mudar mas você percebe que está errado quando termina e vê que todos olham para você com cara de nojo e deixam seus pratos de lado porque nada daquilo descerá mais depois de presenciar tamanha experiência nojenta e você fica com cara de bunda o resto do dia até que seu pai, cansado de tamanha vergonha te bota pra dormir e não te deixa beber mais no dia seguinte…

  Mas voltando para a viagem, arrumei minhas coisas e fomos, com um isopor ao lado guardando muita cerveja que não durou até o fim da viagem de 2h em direção à ensolarada e tranquila praia que também não lembro o nome. Já lá percebemos que meu tio, que é o dono da casa estava bêbado a horas, então saímos para alguns bares para podermos ficar na mesma situação que ele.

  Eu sou especialista em passar vergonha perto de pessoas, como vocês repararam no primeiro parágrafo, e isso se acentuou nessa noite. A primeira delas foi um tombo da cadeira no meio de um bar lotado. Eu estava lá sem fazer nada, bebendo tranquilo no meu canto, sem incomodar ninguém, sem falar com ninguém, as pessoas da minha mesa estavam conversando entre si sobre algo que novamente não me recordo quando não sei como, não sei porque, minha cadeira caiu pra trás fazendo eu bater a nuca no chão. Eu já estava meio bêbado e olhei para o lado tinha uns caras rindo, meu tio se levantou, olhou pra eles com cara de mal (meu tio é enorme, mas enorme mesmo, do tipo que se sentar no seu colo você começa a mijar pelo cu instantaneamente) e eles pararam de rir.

  Eu já estava com muita vergonha nesse momento e resolvi que eu ficaria melhor no bar do outro lado da rua, que estava vazio e tranquilo. Lá conheci um traficante bêbado, bem… pelo menos ele disse que era traficante e que tava bêbado era inegável, mas era um cara legal. Conversamos e não sei porque disse pra ele que meu pai era policial. Porra, o cara poderia ter me matado ali mesmo, mas acho que ele tava chapado demais até para se lembrar o que a palavra polícia significa.

  Quando vieram me buscar, meu pai e meu primo fizeram cara de mal pra ele, mas cara de mal mesmo, daquelas que assustaria qualquer criancinha que foi pega masturbando o coleguinha no quarto dos pais, acho que minha família tem esse dom natural de assustar os outros só com o olhar, pena que eu ainda não consiga isso ainda.

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  Ele ficou com medo e saiu fora. Ainda teve mais esse dia, esqueci de dizer que meu primo passou o tempo todo dizendo que eu iria ter que perder a virgindade lá, nem que pra isso ele tivesse que me dar o cu. E ele tentou. Muito.

  Tinha 2 putinhas na esquina do bar, uma loirinha e outra morena, muito chapadas também e quase desmaiadas. Meu primo me puxou e falou “vem que você vai ter”. Chegando lá ele usou o bom papo dele -que é outra coisa de família que eu não adquiri, acho que a única coisa que puxei deles foi a barriga monstruosa – disse que eu queria, que pagaria o quanto fosse e blábláblá. Ai a mulher endoidô, disse que já tava nos vendo no bar faz tempo, e que éramos todos policiais que iriam prender ela, que nossos cabelos cortados não mentiam, estávamos em missão e ela não ia fazer nada e começou a ficar brava e estressada, suando e saiu correndo…

  Sério mesmo pessoal, ela saiu correndo do nada e a amiga também. Ficamos com cara de: “O que???? O que acabou de acontecer aqui??”, tudo bem que já disse que eles metem medo em qualquer um, mas porra, pensar que EU também era um policial? Eu com minha cara que parece gritar a palavra “VIRGEM” a todo momento, como alguém pode achar isso de mim? Viram onde as drogas nos levam não é mesmo? Então fiquem longe delas, ou você pode perder a chance de dar para alguém maravilhoso e bonito, ou até mesmo pra mim.

  Tentativas do meu primo é o que não faltaram, até tentou me apresentar pra umas coroas acabadas, ele fez tudo o que podia.

  Agora vou dizer se depois de tudo isso ele conseguiu me fazer transar, se após tentar tantas vezes eu finalmente sou um novo homem sem cabaço, se experimentei finalmente a alegria contagiante do prazer carnal tão comentado nesse blog sem ao menos ter o conhecimento próprio sobre isso, vamos lá. O meu primo

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